A sutileza do Teto de Vidro no mundo empresarial - Projeto Cora
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A sutileza do Teto de Vidro no mundo empresarial

Por Corinne Giely-Eloi, representante da ONG Inspiring Girls Brasil e consultora licenciada pelo Springboard, é formada em Marketing e Negócios Internacionais. Possui certificação em Open Awareness, Mindfulness e 3C (Concentracão, Calma, Controle), e integra a diretoria do Conselho Estadual da Mulher Empresária de Santa Catarina

 

As imagens do sucesso das mulheres no mundo empresarial são enganosas. Cada vez mais, elas estão tocando em um “teto de vidro”, uma barreira tão sutil que é transparente, mas tão forte que as impede de subir na hierarquia corporativa. Assim, são impedidas de “chegar ao topo”.
O teto de vidro não é um obstáculo para um indivíduo avançar, tendo como base a sua incapacidade técnica de lidar com um trabalho de nível superior, mas sim uma barreira que impede as mulheres de alcançar a mais alta gestão, simplesmente porque são mulheres.
No ambiente corporativo, “Colocar uma mulher no seu lugar” intimida e desmoraliza as executivas. Muitas hesitam em falar, temendo que isso comprometa suas carreiras. Os homens tendem a não perceber a discriminação como um problema real, tornando virtualmente impossível implementar soluções efetivas.
A maior barreira é o “bando de caras sentados juntos em torno de uma mesa” tomando todas as decisões. Os líderes corporativos masculinos tendem a selecionar as pessoas de modo que as mulheres raramente são consideradas no momento da promoção, incluindo situações em que as mesmas estão ausentes. Mulheres executivas são frequentemente excluídas de atividades sociais e muitas vezes mencionam o “clubbiness” entre os homens que estão no topo.
Mas como quebrar o teto de vidro?
 
Tomando consciência de que precisamos lutar juntas contra a discriminação (que também existe entre mulheres) e trabalhar para colocar o empoderamento e a liderança feminina na agenda corporativa. Sabendo tomar atitudes positivas e assertivas em situações frustrantes, denunciando injustiças, expondo suas competências, delegando mais, inovando, candidatando-se para cargos técnicos e estratégicos, percebendo quando sua presença e fala pode ser crucial e importante durante a sua carreira.
 
Chegam de cursos técnicos, as mulheres já demonstraram suas habilidades e inúmeros sucessos acadêmicos. Está na hora da capacitação comportamental e humana para vencer e superar medos, crenças antigas e uma educação submissa à hierarquia patriarcal que não tem mais seu lugar na vida pessoal e profissional das mulheres.
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