Empresas comandadas por mulheres têm maior presença feminina em outros cargos de liderança
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Empresas comandadas por mulheres têm maior presença feminina em outros cargos de liderança

O estudo Panorama Mulher 2018, desenvolvido pela consultoria de recrutamento e seleção Talenses e pela instituição de ensino Insper apontou a influência do gênero do presidente nas políticas de equidade de gênero nas empresas.

A pesquisa sobre a presença de mulheres em cargos de liderança utilizou uma amostra de 920 empresas pelo Brasil, América do Norte e Europa, e verificou que somente 15% dessas organizações são presididas por profissionais do sexo feminino.

Embora ocorra em um percentual muito menor do que o ideal, a presença de CEOs mulheres impacta no equilíbrio entre os gêneros dentro da empresa. O estudo verificou que nas organizações presididas por uma mulher o percentual de mulheres nos demais cargos de liderança, como vice-presidências, nas diretorias e nos conselhos é maior do que nas que têm um CEO homem.

Em 34% das empresas comandadas por uma mulher, a vice-presidência é ocupada por profissional do sexo feminino. Nas organizações presididas por um homem esse percentual é de 18%. No caso dos conselhos, a disparidade é ainda maior. Nas empresas com CEO do sexo masculino, 90% do conselheiros são homens; enquanto nas comandadas por mulheres a composição do conselho é mais equilibrada: 59% são homens e 41% são mulheres.

“A importância do papel do líder é conduzir as diretrizes em relação a equidade de gênero. O fato de ter mulheres em todas as camadas da liderança faz com que as outras mulheres vejam o ar menos rarefeito para chegar ao topo”, ressalta Regina Mandalozzo, co-coordenadora do Panorama Mulher 2018.

Mas como fazer com que as mulheres alcancem essas posições de liderança? O estudo traz experiências de empresas que adotam políticas de equidade e aponta algumas ações que podem ser adotadas pelas organizações para garantir maior equilíbrio entre gêneros no mercado de trabalho:

  • o cuidado no processo seletivo para que haja sempre mulheres na lista final de candidatos;
  • a necessidade de acelerar as políticas de promoção de líderes mulheres;
  • ações efetivas para eliminar preconceitos relacionados à maternidade e disponibilidade de jornada das mulheres.

Confira o estudo completo aqui.

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