equidade de gênero é bom para os negócios

Dados mostram que equidade de gênero também faz bem para os negócios

Estimular a equidade de gênero no mercado de trabalho não se resume a uma questão ideológica ou social. O empoderamento econômico das mulheres e o aumento da participação das mulheres em cargos de liderança dentro das companhias também traz vantagens econômicas para os negócios e para a sociedade. 

Reunimos neste texto dados de diversas pesquisas realizadas no Brasil e no mundo que demonstram como a presença das mulheres em espaços de decisão estimula o desenvolvimento da economia global, gera lucro e atrai novos clientes para as empresas. 

Confira os números a seguir:

♀️ A economia global poderia crescer até 6% com igualdade de gênero no empreendedorismo; 

♀️ O que significaria um incremento de US$ 2,5 a US$ 5 trilhões na economia mundial.

O cálculo do Boston Consulting Group (BCG) analisou os indicadores divulgados pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) e pelo Banco Mundial em uma amostra com 73 países.

♀️ 12 trilhões de dólares seriam adicionados ao PIB global em 2025 se todos os países progredissem em equidade de gênero.

♀️ Desse valor, 2 trilhões de dólares seriam só na América Latina, representando um aumento de 34% no Produto Interno Bruto da região.

Os dados foram levantados pela  consultoria MCKinsey em 95 países  e consideram uma perspectiva de equidade dentro e fora do ambiente de trabalho.

♀️ Startups fundadas e co-fundadas por mulheres faturam 10% a mais, mesmo recebendo menos investimentos. 

Estudo do Boston Consulting Group (BCG) analisou 350 startups — 258 criadas por homens e 92 fundadas ou cofundadas por mulheres.

♀️ Empresas com com pelo menos 30% de presença feminina em cargos executivos têm lucro 15% maior do que aquelas cuja presença é menor.

Estudo do Peterson Institute for International Economics analisou 21.980 empresas em 91 países. 

♀️ 82% das empresas  acreditam que promover mulheres é uma questão crucial para o setor empresarial;

Pesquisa “Alavancando Mulheres na Liderança”, realizada pela consultoria Lee Hecht Harrison (LHH) em parceria com a HR People + Strategy, examinou empresas norte-americanas.  

♀️ As perdas devido à disparidade de gênero na participação no trabalho chegam a 15,8% da renda per capita na América Latina e no Caribe; 

♀️ A renda feminina entre 2006 e 2015 contribuiu para 29% da redução da pobreza na América Latina e no Caribe;

Os dados são do relatório “Mulheres, Empresas e o Direito 2019” do Banco Mundial. 

♀️ 54% dos millennials dariam preferência a marcas focadas na igualdade de direitos e diversidade;

A pesquisa “A mente e bolso do millennial” observou diversos aspectos do comportamento dos jovens na América Latina, sobretudo, no Brasil, Colômbia e México.

♀️  85% dos brasileiros acreditam ser importante que marcas abordem a diversidade em sua comunicação

A pesquisa foi realizada pela Samsung Brasil em parceria com a bridge Research e ouviu homens e mulheres de 18 a 60 anos. 

Promovendo a equidade no seu negócio

Os números mostram que criar condições igualitárias de trabalho para homens e mulheres contribui para para o desenvolvimento econômico. Isso ocorre tanto pelo aumentar o poder de compra das mulheres, como por oferecer ideias e ações mais diversas dentro das empresas. O desafio está em criar condições para que a equidade aconteça.

Políticas de equidade são cada vez mais comuns dentro das empresas, e algumas ações são cruciais para esse processo: garantir que existam mulheres na lista final dos processos seletivos, promoção de líderes mulheres, eliminação de preconceitos relacionados à maternidade e disponibilidade de jornada das profissionais.

Empresas que já atentaram para o potencial (e para a necessidade) de promover lideranças femininas já estão à frente do mercado. Essas companhias fortalecem sua imagem perante o consumidor e geram mais oportunidades de negócio. Sua empresa vai ficar para trás?