Protagonismo na mídia - Projeto Cora
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Protagonismo na mídia

Por Clarissa Antunes – empresária e co-idealizadora do Projeto Cora

 

Ser mulher nunca foi tão desafiador como nos dias de hoje. Já faz algum tempo que passamos a ocupar posições antes dominadas por homens. Atualmente, é muito fácil ver temas de palestras, debates e campanhas idealizadas para conscientizar sobre a importância da presença feminina na sociedade e no mercado de trabalho. Há dados que mostram que US$12 trilhões seriam adicionados ao PIB global em 2025 se todos os países progredissem em paridade de gênero na força de trabalho.

Mas, sim!  Já avançamos em algumas áreas. Por exemplo: mais de 50% dos empreendedores brasileiros, cerca de 7,9 milhões, são mulheres segundo o Sebrae. Vale ressaltar que o nível de escolaridade também é maior. Embora o protagonismo feminino no mercado de trabalho venha crescendo, os desafios ainda são muitos. Apesar de serem 43,8% dos trabalhadores no Brasil, as mulheres ainda ocupam apenas 37% dos cargos de gerência, de acordo com o IBGE. Quando se trata dos comitês executivos das grandes empresas, esse número cai para 10%.
É preciso ver o discurso se materializar na prática. Seja no mercado de trabalho, dentro da empresas, diretorias ou mesmo no empreendedorismo, as mulheres ainda encontram muita dificuldade para conseguir alcançar cargos de chefias ou derrubar a desconfiança de investidores – mesmo sendo tão capacitadas como os homens. Um passo importante rumo à mudança desse paradigma é conseguir mais visibilidade em setores estratégicos do mercado. Pense: quantas mulheres são capas de revistas, quantas são entrevistadas em programas de TV ou a principal fonte de matérias quando a pauta não é sobre o universo feminino?
Entre 2017 e o primeiro semestre de 2018, das oito principais revistas de negócios e economia do País, nenhuma dedicou mais de 20% das capas e reportagens especiais para empresárias ou executivas. Para alcançar relevância midiática que vá além das campanhas de Dia das Mães é preciso um esforço para produzir pautas fora do óbvio. No nosso País há milhares de mulheres especialistas em diversas áreas, então por que os homens ainda são os mais procurados para falar sobre tecnologia, ciência, empreendedorismo, negócios e tantos outros temas?
Foi pensando em ampliar essa relevância na mídia que desenvolvemos, na agência em que sou sócia, um projeto de comunicação e marketing voltado exclusivamente para mulheres. O Projeto Cora visa dar voz e visibilidade a 500 empreendedoras e executivas do Brasil até 2023. Sem muito discurso, esse projeto pretende colocar a “mão na massa” e fazer com que mais vozes femininas sejam escutadas, que mais mulheres sejam fontes de matérias e capas de revistas. A meta é muito clara e as protagonistas estão por aí, esperando uma chance para deslanchar. Mostrando exemplos positivos queremos incentivar mais e mais mulheres a empreender e ocuparem cada vez mais seus lugares no mundo dos negócios.
Somente com iniciativas como essas é que podemos, de fato, caminhar para uma direção realmente positiva sobre o assunto, digna de países do primeiro mundo.
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